26 novembro 2013

entropia comportamental


Manter a ordem consome energia, tanto mais energia quanto maior for a temperatura exterior ao sistema considerado.
Observemos um simples cubo de gelo a derreter, o gelo a transformar-se em água. As moléculas de H2O a agitarem-se cada vez mais, a entropia a aumentar, a desordem a sobrepor-se à ordem.
Para voltarmos a congelar essa mesma quantidade de água necessitamos de energia. Tanta mais quanto maior for a temperatura ambiente. Mais energia será necessária em África do que na Escandinávia.
Ou seja, manter a ordem é mais dispendioso nos trópicos. As pessoas têm de fazer um esforço maior e, portanto, é absolutamente lógico que aceitem um grau mais elevado de desorganização.
Os seres vivos emergiram do mundo inorgânico e obedecem aos princípios e leis que governam a biologia. Mas essas leis não estão acima da física e da química, pelo contrário, estão submetidas a estas.
Para manter a entropia do seu corpo (e por extensão da sociedade), um ser humano tem de despender mais energia num clima quente do que num clima frio – é a segunda Lei da Termodinâmica.
O nosso comportamento, portanto, é determinado, em última análise, por esta equação:

7 comentários:

Anónimo disse...

"um ser humano tem de despender mais energia num clima quente do que num clima frio – é a segunda Lei da Termodinâmica."

Tá bem.

Experimenta fazer uma cirurgia simples ( ou cavar batatas) com vinte graus negativos.
Espera, pode ser penas dois negativos.

Anónimo disse...

Caro anónimo,

Não sei se reparou que acabou de me dar razão. A termodinâmica determina o comportamento humano.
Só que nos pólos, temos de inverter o raciocínio.

Por algum motivo. os países mais ricos do mundo estão confinados a determinadas latitudes.

Joaquim

Francisco disse...

Passar da termodinâmica física para a termodinâmica social parece um bocado leap of faith, mas pronto tem piada.

De qualquer forma como explica que as civilizações mais organizadas da antiguidade tenham surgido em climas mais quentes (grécia, império romano, egipto, pérsia, etc)? Dá ideia que a "termodinânica social" muda as regras conforme o estágio civilizacional.

zazie disse...

Cada vez mais cientóino, o nosso Birgolino.

Cfe disse...

Isso é conversa fiada.

O exemplo é pífio porque considera a água em estado sólido como ideal e seu desfazer como uma anomalia - "a desordem"

Então se fosse o líquido o estado ideal (ordem): para derreter os cubos - num estado sólido não ideal - também gastava-se mais energia...

O fato é que os extremos não são bons para ninguem, mas essa do frio... Conheço n pessoas que funcionam melhor no frio e outras n que funcionam no calor.

As salas de cirurgia hão de (ou deveriam) ter temperaturas semelhantes em Angola ou na Suécia e nos dois locais gasta-se energia para obter.

E onde gasta-se mais energia para obter os 20 graus dentro de casa no inverno: Lisboa ou Antuérpia?

Rui Alves disse...

Como justifica a riqueza de países quentes como a Austrália e a Nova Zelândia, e a pobreza de países gélidos da Europa de Leste?

Joker Alhinho disse...

Tá bem, e a propósito dessa porra da entropia, onde é que um gajo gasta mais calorias a dar uma queca? No pino do equador ou em cima de um glaciar no polo norte?
Eu não sei qual é a fórmula que se aplica para fazer o cálculo, nem é preciso. O gajo que gasta mais calorias não é, seguramente, o que sofra de ejaculação precoce, mas aquele que, depois de um esforço do caraças, acaba por dar uma ganda nega, né?